
“Emiliano!”, alguém grita perto do gol. Nada acontece. “Dibu!” Aí sim o goleiro vira o rosto. O apelido ficou tão grudado nele que seu próprio nome pode soar estranho no meio de uma partida. E o mais curioso é que Dibu não nasceu de uma defesa espetacular, de uma dancinha nos pênaltis ou de algum grito da torcida. Quando Emiliano Martínez era um garoto magrinho, sardento e de cabelo claro, os colegas acharam que ele parecia o personagem principal de uma série argentina chamada Mi Familia es un Dibujo. Começaram a chamar o menino de Dibu e a brincadeira nunca mais foi embora. Parece começo de desenho animado, só que aquele garoto cresceu, vestiu a camisa da Argentina e virou uma muralha conhecida no mundo inteiro. É daí que parte a aventura da Figurinha do Dibu Martínez, pronta para receber cores, histórias e defesas inventadas por pequenos artistas.
A folha ainda está branquinha, mas o jogo já começou na imaginação. A torcida faz barulho, a rede balança com o vento e uma bola invisível espera o momento de voar em direção ao gol. Quem segura o lápis decide tudo. O goleiro Dibu pode vestir um uniforme parecido com o que usa pela seleção argentina ou aparecer com uma camisa criada especialmente para uma final imaginária. Luvas verdes com estrelas, mangas roxas, chuteiras laranjas, detalhes dourados e até pequenos raios perto das mãos ficam valendo. Não existe árbitro para proibir uma combinação maluca de cores. O desenho do Dibu Martínez foi feito para a criança mandar no estádio, escolher o clima da partida e transformar cada pedacinho do papel em parte de uma grande jogada.
Talvez o primeiro impulso seja pintar logo as luvas, porque elas parecem guardar um poder secreto. Também dá vontade de começar pelo rosto, tentando acertar aquele sorriso meio maroto que aparece antes de algumas cobranças de pênalti. Há crianças que preferem preencher a camisa primeiro e deixar o fundo para depois. Outras gostam de desenhar bandeiras, placares, confetes e torcedores ao redor. Cada escolha cria um jogo diferente. Em uma versão, Dibu está defendendo o último chute de uma final. Em outra, ele participa de um campeonato entre planetas, com uma bola que flutua devagar. Também pode enfrentar um time de robôs, dinossauros ou monstros que chutam tão forte que a rede quase sai voando.
Por trás da pose confiante existe uma história de espera que combina muito com a infância. Emiliano Martinez saiu jovem da Argentina e passou anos tentando encontrar seu espaço no futebol europeu. Mudou de equipe, ficou no banco, foi emprestado e precisou treinar mesmo quando quase ninguém prestava atenção nele. Enquanto outros jogadores apareciam nas capas e nos grandes jogos, ele continuava trabalhando longe dos holofotes. Era como ser o personagem de uma história que ainda não tinha chegado ao capítulo da grande surpresa. A chance demorou, mas apareceu. Quando ela veio, Dibu estava pronto para agarrar a oportunidade com as duas mãos, do jeitinho que faz com uma bola difícil.
Essa parte da vida do goleiro pode acompanhar a criança durante a pintura sem virar uma conversa pesada. Nem todo desenho fica bonito na primeira passada do lápis. Às vezes a cor escapa do contorno, a ponta quebra ou uma parte parece estranha. Dá para respirar, observar e seguir. Um risco inesperado pode virar detalhe do uniforme. Uma manchinha pode se transformar em sombra, estrela ou pedaço da torcida. Dibu também precisou continuar quando as coisas não saíam como ele desejava. A Figurinha do Dibu Martínez pode guardar esse recado escondido entre as cores: tentar novamente faz parte da brincadeira.
O jeito dele nos pênaltis também rende um montão de ideias. Antes da cobrança, Dibu anda pela linha, abre os braços, conversa, bate palmas e mexe os ombros. Parece que o estádio inteiro para só para descobrir o que ele vai fazer. A criança pode desenhar notas musicais perto do corpo, como se o goleiro estivesse dançando, ou criar balõezinhos com a torcida gritando seu nome. Pode inventar um atacante nervoso do outro lado e uma bola com expressão assustada. A cena fica engraçada, cheia de movimento e com cara de desenho que pede uma continuação.
Muita gente enxerga apenas a provocação, mas existe concentração por trás daquele teatro todo. Dibu aprendeu a cuidar da mente e a conversar sobre ansiedade, medo e pressão. Ele procurou ajuda para organizar os pensamentos e chegar mais calmo às partidas grandes. Isso aproxima o jogador das crianças, porque mostra que coragem não é ficar sem medo. Coragem pode ser falar com alguém, admitir que o coração está acelerado e encontrar um jeito de se acalmar. Enquanto colore, a criança pode imaginar o goleiro respirando fundo antes do chute, ouvindo o estádio e escolhendo ficar firme no centro do gol.
Então chega uma das cenas mais impressionantes de sua carreira. Nos instantes finais da decisão mundial de 2022, um atacante apareceu livre diante dele. O chute poderia mudar toda a história da partida. Dibu não se atirou antes da hora. Ficou de pé, abriu o corpo, esticou a perna e bloqueou a bola quando o gol parecia certo. Foi uma defesa tão rápida que muita gente demorou alguns segundos para entender o que tinha acontecido. Na mesa de casa, essa jogada pode renascer de mil maneiras. Dá para desenhar linhas mostrando a velocidade da bola, aumentar a rede, criar olhos arregalados na torcida e colocar um narrador imaginário quase perdendo a voz.
Quem quiser pode transformar a figurinha em uma pequena história em quadrinhos. No primeiro quadro, o atacante corre. No segundo, a bola viaja. No terceiro, Dibu faz a defesa e os companheiros chegam para comemorar. A criança também pode desenhar apenas o momento seguinte, com o goleiro levantando os braços e a torcida pulando. Não precisa copiar uma imagem real nem seguir uma cena pronta. A lembrança do lance serve como faísca, e o resto nasce da imaginação.
A ligação de Dibu com Lionel Messi também dá um tom especial à atividade. O goleiro sempre falou com muito carinho sobre o capitão argentino e entrou em campo querendo proteger o sonho de toda a equipe. Em uma brincadeira no papel, a criança pode desenhar Messi correndo para abraçar o goleiro depois de uma defesa ou colocar os dois levantando uma taça inventada. Pode criar uma faixa com uma mensagem de amizade, companheirismo ou torcida. Futebol fica ainda mais divertido quando ninguém precisa vencer sozinho.
Fora do gramado, o homem que parece assustador diante dos cobradores costuma ser lembrado pelos companheiros como alguém brincalhão e afetuoso. Ele também enfrentou saudade da família durante torneios importantes. Sua filha nasceu enquanto ele estava concentrado com a seleção, e durante um período ele precisou acompanhar o crescimento dela por chamadas de vídeo. Esse lado mais doce muda o jeito de olhar para a figurinha. O goleiro das caretas, das danças e das defesas gigantes também é pai, filho, irmão e amigo. A criança pode acrescentar um pequeno coração escondido na luva, escrever o nome de alguém querido perto da imagem ou dedicar o desenho a quem sempre torce por ela.
A infância de Emiliano teve momentos difíceis. Sua família precisou fazer esforço para apoiar o sonho do menino que queria ser jogador. Ele saiu cedo de casa e enfrentou muita saudade para continuar treinando. Em vez de transformar essa lembrança em tristeza, a atividade pode celebrar quem ajuda uma criança a acreditar em si mesma. Pais, avós, irmãos, professores e amigos aparecem muitas vezes como a torcida que ninguém vê, aquela que oferece abraço, incentivo e até aponta o lápis quando a brincadeira está ficando boa demais para parar.
Imprimir Dibu Martínez para colorir pode virar o começo de uma tarde inteira de futebol e criatividade. Os lápis se espalham pela mesa, as canetinhas entram em campo e cada pessoa escolhe uma missão. Uma criança cuida do uniforme, outra inventa o estádio e alguém desenha a bola. Também dá para fazer várias cópias e criar versões diferentes. Em uma, o goleiro usa as cores da Argentina. Em outra, veste um uniforme futurista. Na terceira, aparece em um campo de bairro, com árvores atrás da trave e cachorros acompanhando a partida.
Depois de pintar, a figurinha pode entrar em um álbum artesanal da Copa do Mundo de 2026. A criança pode montar uma página da Argentina, colar outros jogadores, escrever nomes e inventar resultados. O papel também pode virar enfeite para o quarto, capa de caderno, cartão para um amigo ou peça de um mural esportivo. Quem gosta de recortar pode criar uma moldura com papel azul, branco e dourado. Quem prefere desenhar pode completar o corpo, aumentar o campo ou inventar uma nova pose para o goleiro.
Os adultos não precisam escolher as cores nem corrigir cada detalhe. Uma pergunta simples já abre a porta para a história: qual chute o Dibu está tentando defender? A resposta pode durar vários minutos. Talvez seja um pênalti de fogo. Talvez a bola esteja vindo do espaço. Talvez o adversário seja um polvo com oito chuteiras. Quando a criança conta o que está acontecendo, o papel deixa de ser apenas uma atividade e vira palco para uma aventura criada na hora.
Emiliano Martinez ficou conhecido porque não esconde sua personalidade. Ele sorri, comemora, fala, dança e ocupa o gol com um jeito impossível de confundir. Essa liberdade combina com o ato de desenhar. A criança não precisa buscar uma cópia perfeita nem usar as cores consideradas certas. Pode criar uma luva com escamas, uma camisa com planetas, uma rede brilhante ou um gramado rosa. O importante é olhar para a Figurinha do Dibu Martínez e enxergar espaço para brincar.
Quando o último cantinho estiver pintado, ainda sobra uma missão. O pequeno artista pode assinar a obra, inventar um título e contar como terminou a partida. Dibu defendeu? A bola bateu na trave? A torcida invadiu o gramado para comemorar? Talvez o jogo tenha terminado empatado porque todo mundo decidiu tomar sorvete. A história nasceu com um apelido tirado de um personagem de televisão e agora continua nas mãos de quem colore.
A bola imaginária já foi colocada na marca, o goleiro ajeitou as luvas e o estádio ficou em silêncio. Falta apenas imprimir, escolher as cores e dar vida à cena. O próximo chute pode ir no canto, no alto ou bem no meio. Dibu abre os braços, mexe os ombros e espera. Quem decide o resto não é o atacante, nem o árbitro, nem a torcida. É a criança com o lápis na mão.

Com apenas 5 anos, Gustavo transformou um simples pedido para imprimir desenhos em uma ideia que hoje inspira crianças em mais de 150 países.
Assim nasceu o Imprimivel.com, um projeto criado ao lado do pai, Jean Bernardo, para espalhar cor, imaginação e alegria em 10 idiomas diferentes, alcançando um público potencial de mais de 800 milhões de crianças ao redor do mundo.
Atualmente, Gustavo é o responsável pela curadoria do conteúdo, escolhendo com entusiasmo os temas e personagens que farão outras crianças sorrirem, sempre sob a supervisão editorial do pai, que transforma as ideias do filho em realidade.
