
A Bonnie mal desvia os olhos do ecrã. Segura Lilypad nas mãos e parece ter deixado tudo o resto fora do seu campo de atenção, incluindo os brinquedos que durante tantos anos fizeram parte das suas brincadeiras. É uma imagem simples, mas que resume o grande conflito de Toy Story 5: pela primeira vez, Buzz Lightyear, Jessie e os seus amigos não enfrentam outro brinquedo, mas uma tecnologia capaz de conversar, entreter e prender completamente a atenção da criança de quem cuidam.
É precisamente esse momento que aparece neste desenho da Bonnie com Lilypad para colorir e imprimir. A personagem segura o tablet em forma de sapo enquanto mantém o olhar fixo no ecrã, criando uma cena muito diferente da Bonnie que costumávamos ver rodeada de brinquedos e materiais de trabalhos manuais. Depois de imprimir a imagem, as crianças podem começar pela personagem, pintar Lilypad ou observar primeiro os pequenos pormenores que mostram como a atenção da menina está concentrada naquele dispositivo.
Em Toy Story 5, Bonnie tem oito anos. A Pixar apresenta-a como uma criança doce e tímida que continua a gostar dos seus brinquedos, embora esteja a atravessar uma fase de mudança. As outras crianças à sua volta parecem cada vez menos interessadas em brincar com bonecos e preferem passar o tempo diante dos ecrãs. Ao perceber essa diferença, Bonnie começa a perguntar-se se também estará a ficar demasiado crescida para continuar a brincar como antes.
Lilypad surge justamente nesse momento. Trata-se de um tablet inteligente com a forma de um sapo, criado para oferecer jogos, conversas e novas formas de contacto com os amigos. A personagem não funciona apenas como um aparelho que aparece no quarto. Tem voz própria, reage ao que acontece à sua volta e acredita saber aquilo de que Bonnie precisa. A Disney descreve esta nova presença como uma tecnologia com ideias próprias sobre o que é melhor para a criança.
O envolvimento de Bonnie com Lilypad não é uma interpretação criada apenas para este desenho. Os materiais oficiais de divulgação de Toy Story 5 mostram que a menina fica profundamente absorvida pelo tablet. Lilypad incentiva-a também a conversar com os colegas das aulas de dança através de uma plataforma chamada “The Pond”. Para Bonnie, que tem dificuldade em aproximar-se dos amigos, essa possibilidade torna o aparelho ainda mais atraente.
Na imagem para colorir, o olhar da personagem ajuda a contar essa parte da história. Os olhos grandes estão dirigidos para o ecrã, enquanto o corpo permanece voltado para Lilypad. Ao pintar o rosto, pode deixar-se um pequeno ponto branco em cada olho para preservar o brilho do desenho. Os olhos da Bonnie são castanhos, mas podem ser trabalhados com dois tons próximos, usando uma cor mais escura junto ao contorno e outra mais suave no centro.
O cabelo curto e castanho-escuro é outro elemento fácil de reconhecer. O corte tem uma franja lateral e algumas madeixas soltas, sem uma forma completamente simétrica. Essa característica permite colorir com movimentos mais livres, acompanhando a direcção dos fios. Um lápis castanho médio pode servir de base, enquanto pequenos traços mais escuros ajudam a separar a franja e as pontas. Não é necessário preencher tudo com a mesma intensidade.
Lilypad merece uma atenção especial porque ocupa uma parte central da cena. O tablet apresenta um formato inspirado num sapo e está associado principalmente ao verde. As extremidades arredondadas, os olhos no topo e o próprio desenho do aparelho tornam a personagem imediatamente diferente de um tablet comum. As crianças podem usar verdes claros e escuros para separar as várias partes, deixando o ecrã numa tonalidade mais suave para que os elementos desenhados no interior continuem visíveis.
O contraste entre a Bonnie e Lilypad pode ficar mais claro através das cores. Tons quentes na roupa e no rosto da menina ajudam a distingui-la do verde do aparelho. Caso o desenho apresente áreas pequenas junto às mãos e ao ecrã, os lápis de cor costumam permitir maior controlo. Os lápis de cera funcionam melhor nas zonas amplas, enquanto as canetas de feltro podem destacar os contornos, desde que seja colocada outra folha por baixo para evitar manchas na mesa.
A relação de Bonnie com os brinquedos começou muito antes da chegada de Lilypad. No final de Toy Story 3, Andy entrega-lhe Woody, Buzz, Jessie, Rex, Slinky e vários dos companheiros que tinham marcado a sua infância. A escolha não acontece por acaso. Bonnie já demonstrava tratar os brinquedos com carinho e tinha uma imaginação fértil, capaz de juntar personagens muito diferentes dentro da mesma brincadeira.
Em Toy Story 4, essa criatividade ganha ainda mais importância quando Bonnie cria Garfy durante uma actividade no jardim de infância. Feito com materiais simples de trabalhos manuais, Garfy começa por não se considerar um brinquedo. Para Bonnie, porém, a sua aparência improvisada nunca foi um problema. Ela atribui-lhe um nome, uma personalidade e um lugar especial, mostrando que o valor de um brinquedo não depende de ter sido comprado numa loja.
Essa ligação torna a cena com Lilypad especialmente marcante. A mesma criança que transformou um projecto escolar numa personagem querida surge agora vidrada num aparelho tecnológico. O filme não apresenta apenas a chegada de um objecto novo ao quarto. Coloca frente a frente duas formas de ocupar o tempo: a brincadeira construída com bonecos e materiais físicos e a experiência imediata oferecida por um ecrã que fala, responde e mantém a criança ligada aos amigos.
Para Buzz, Jessie e os restantes brinquedos, Lilypad representa uma mudança difícil de compreender. Até então, a maior preocupação do grupo era continuar a ser escolhido para brincar. Com o tablet, deixam de disputar a atenção com outro boneco que poderia entrar naturalmente na equipa. Enfrentam uma presença que parece capaz de substituir várias actividades ao mesmo tempo e que ainda acredita compreender melhor as necessidades de Bonnie.
A imagem pode ser aproveitada por pais e educadores para conversar sobre aquilo que está realmente a acontecer, sem transformar a actividade numa crítica automática à tecnologia. Lilypad ajuda Bonnie a comunicar com outras crianças, algo importante para uma menina tímida que sente dificuldade em fazer amigos. A questão apresentada por Toy Story 5 está no espaço que os ecrãs começam a ocupar e na forma como essa mudança afecta a relação entre Bonnie e os brinquedos.
Depois de colorir a personagem, a criança pode observar a expressão da Bonnie e explicar o que a imagem transmite. Parece curiosa, contente, surpreendida ou completamente distraída? O que indica que a atenção dela está presa no tablet? Esta leitura visual pode ser feita oralmente em casa ou na sala de aula, sem necessidade de inventar uma história longa. Basta olhar para a postura, para os olhos e para a posição de Lilypad.
Uma segunda impressão também pode ser útil para experimentar duas combinações de cores. Numa versão, a criança pode aproximar-se do visual conhecido da Bonnie e do verde característico de Lilypad. Noutra, pode alterar apenas algumas tonalidades para perceber como a atmosfera da cena muda. Cores muito vivas no ecrã fazem o tablet sobressair, enquanto tons mais suaves mantêm o olhar concentrado na expressão da menina.
Este desenho para pintar regista um dos pontos centrais de Toy Story 5: Bonnie continua a gostar dos seus brinquedos, mas está a crescer num mundo onde os ecrãs ocupam cada vez mais espaço. Lilypad não aparece apenas como um acessório nas suas mãos. A personagem representa uma novidade fascinante para a menina e uma ameaça directa ao papel que Buzz, Jessie e os outros sempre tiveram na sua vida.
Ao terminar a pintura, vale a pena voltar ao rosto de Bonnie. A forma como ela segura Lilypad e mantém os olhos presos no ecrã conta a história antes mesmo de qualquer palavra. É esse pormenor que torna a imagem tão ligada ao novo filme e permite que a actividade de colorir também ajude a compreender o conflito vivido pelas personagens.

Com apenas 5 anos, Gustavo transformou um simples pedido para imprimir desenhos numa ideia que hoje inspira crianças em mais de 150 países.
Foi assim que nasceu o Imprimivel.com, um projeto criado ao lado do pai, Jean Bernardo, para espalhar cor, imaginação e alegria em 10 idiomas diferentes, alcançando um público potencial de mais de 800 milhões de crianças em todo o mundo.
Atualmente, Gustavo é responsável pela curadoria dos conteúdos, escolhendo com entusiasmo os temas e personagens que irão fazer outras crianças sorrir, sempre sob a supervisão editorial do pai, que transforma as ideias do filho em realidade.
