
A primeira coisa que muitas crianças imaginam quando olham para Pronk Oryx Antlerson nem sequer é o desenho dele. É o barulho. Parece impossível olhar para aquela cara sem ouvir imediatamente uma discussão qualquer a acontecer do outro lado da parede. Há personagens em Zootrópolis que transmitem calma. Pronk faz exactamente o contrário. Dá a sensação de que vive permanentemente no meio de almofadas espalhadas, portas a bater e móveis arrastados às três da manhã. E isso acaba por ser hilariante para os miúdos, porque transforma um simples desenho para colorir numa espécie de confusão divertida que cresce mais e mais enquanto os lápis vão enchendo a folha de cor.
Muitas crianças começam por reparar nos chifres enormes do oryx animal. Ficam logo com vontade de experimentar combinações estranhas de cores, fazer padrões diferentes ou inventar detalhes malucos só porque o personagem parece combinar perfeitamente com exagero. Alguns pintam os chifres às riscas. Outros fazem cores fluorescentes. Há quem desenhe pequenos relâmpagos no meio porque acha que Pronk tem energia suficiente para acordar o prédio inteiro sozinho. E quanto mais absurda fica a pintura, mais o personagem parece funcionar.
A certa altura, quase deixa de parecer um desenho parado. Os pequenos começam automaticamente a imaginar o apartamento dele. Uns pensam que o chão está cheio de caixas de pizza. Outros imaginam uma televisão ligada tão alta que Judy Hopps consegue ouvir tudo da outra ponta do corredor. Há crianças que desenham Bucky a discutir enquanto segura uma almofada no ar como se aquilo fosse uma espada de batalha. Outras inventam que os dois conseguem transformar qualquer conversa banal numa competição ridícula para ver quem fala mais alto.
E é precisamente aí que o desenho se torna viciante.
Já ninguém está apenas a preencher espaços em branco. A folha passa a funcionar como uma porta para inventar novas histórias dentro de Zootrópolis. Enquanto vão colorindo, os miúdos acrescentam detalhes sem parar. Primeiro aparece o sofá. Depois um candeeiro torto. Depois pipocas espalhadas no chão. Depois uma pilha de almofadas no canto da sala porque alguém decidiu criar outra guerra disparatada dentro do apartamento.
O mais engraçado é que Pronk parece mesmo o tipo de personagem capaz de viver no meio dessa desarrumação toda sem achar estranho. Isso faz com que as crianças sintam liberdade total para inventar. Não existe preocupação em deixar tudo perfeito ou certinho. Pelo contrário. Quanto mais caos aparece no desenho, mais o personagem parece ganhar vida.
Alguns miúdos começam até a fazer vozes enquanto pintam. “Bucky, já te disse para baixares isso!” ou “Pronk, vais partir a parede outra vez!” A brincadeira cresce tão depressa que muitas vezes os adultos só percebem passado algum tempo que a criança já inventou praticamente um episódio inteiro novo de Zootrópolis enquanto estava sentada à mesa.
Também ajuda muito o facto de Pronk não parecer um herói típico da Disney. Ele parece mais aquele vizinho impossível de ignorar que toda a gente conhece num prédio barulhento. E isso aproxima logo as crianças do personagem. Elas reconhecem aquele tipo de energia exagerada imediatamente. Mesmo sem perceberem exactamente porquê, conseguem imaginar mil situações engraçadas à volta dele.
Há quem desenhe Judy com ar desesperado do outro lado da parede. Outros preferem criar corredores cheios de vizinhos irritados. Algumas crianças inventam até sinais colados na porta do apartamento com frases como “proibido fazer barulho depois da meia noite”, como se os restantes moradores já tivessem desistido de tentar ter sossego.
Enquanto isso, os lápis vão ficando espalhados pela mesa, aparecem riscos de caneta nas mãos e o desenho começa a ficar cheio de pequenos detalhes que transformam tudo numa enorme cena cómica. Há crianças que passam imenso tempo só a escolher cores para os chifres do oryx. Outras dedicam se mais ao apartamento do que ao próprio personagem porque se divertem a criar objectos disparatados espalhados pela sala.
Uma das coisas mais divertidas em personagens secundários de Zootrópolis é precisamente o espaço que deixam para a imaginação continuar a história. Como Pronk aparece em momentos tão caóticos e exagerados, os pequenos conseguem facilmente imaginar o que acontece antes e depois das cenas do filme. Uns acham que ele passa os dias a discutir sobre coisas sem importância. Outros têm a certeza absoluta de que ele e Bucky fazem competições absurdas dentro de casa só para ver quem ganha.
E quanto mais o desenho cresce, mais parece que aquele apartamento existe mesmo. Surgem elevadores avariados, portas entreabertas, televisões gigantes, montanhas de almofadas e corredores cheios de confusão. Algumas crianças desenham Nick Wilde a rir se da situação toda enquanto passa pelo corredor. Outras criam vizinhos completamente novos só para aumentar ainda mais a desordem do prédio.
Também é muito comum pedirem outra folha impressa quando acabam a primeira versão. Não porque o desenho tenha corrido mal, mas porque querem experimentar uma ideia ainda mais exagerada. Uma versão calma parece quase impossível para um personagem como Pronk. Então acabam por surgir apartamentos neon, móveis tortos, paredes coloridas e discussões imaginárias escritas em balões de fala espalhados pelo papel inteiro.
Talvez seja exactamente isso que faz com que tantas crianças se divirtam tanto com este desenho de oryx para colorir. Pronk Oryx Antlerson parece viver numa confusão permanente, mas numa confusão tão absurda e cómica que dá vontade de continuar a inventar histórias sem parar. E enquanto o desenho vai ficando cheio de cor, barulho imaginário e objectos espalhados por todos os cantos da folha, ele deixa de parecer apenas um personagem secundário de Zootrópolis e transforma se no vizinho mais caótico, exagerado e divertido de todo o Grand Pangolin Arms.

Com apenas 5 anos, Gustavo transformou um simples pedido para imprimir desenhos numa ideia que hoje inspira crianças em mais de 150 países.
Foi assim que nasceu o Imprimivel.com, um projeto criado ao lado do pai, Jean Bernardo, para espalhar cor, imaginação e alegria em 10 idiomas diferentes, alcançando um público potencial de mais de 800 milhões de crianças em todo o mundo.
Atualmente, Gustavo é responsável pela curadoria dos conteúdos, escolhendo com entusiasmo os temas e personagens que irão fazer outras crianças sorrir, sempre sob a supervisão editorial do pai, que transforma as ideias do filho em realidade.
