
Aos quinze anos, Enzo Fernández escreveu uma mensagem a Lionel Messi a pedir lhe que não abandonasse a seleção argentina. Naquele momento, era apenas um jovem do River Plate, sentado longe dos grandes palcos e com o coração apertado por ver o seu ídolo pensar em desistir. Se alguém lhe tivesse contado que, poucos anos depois, estaria no relvado ao lado de Messi, a trocar passes numa final e a celebrar a conquista do Mundial, provavelmente teria soltado uma gargalhada nervosa. A vida, de vez em quando, inventa histórias tão improváveis que parecem saídas de uma caderneta de aventuras. É com essa energia que chega o Cromo do Enzo Fernández para colorir, uma atividade pensada para os miúdos que gostam de futebol, lápis de cor, camisolas de seleções e tardes em que a imaginação manda no jogo.
O desenho pode começar de muitas maneiras. Há quem escolha logo o azul claro para as riscas da Argentina, sem perder tempo. Outros miúdos preferem observar primeiro o rosto de Enzo, os contornos da camisola e cada cantinho do cromo antes de decidir qual será a primeira cor. Também há aquela criança que olha para a caixa de lápis, escolhe um roxo vivo e anuncia que, naquele dia, a seleção argentina vai jogar com um equipamento inventado. Está tudo certo. Um cromo para pintar não vem preso às cores que aparecem na televisão. Pode respeitar o uniforme verdadeiro, transformar Enzo num jogador de uma equipa imaginária ou misturar as duas ideias numa versão que só existe naquela folha.
Enquanto as cores vão aparecendo, a história de Enzo ajuda a construir um cenário cheio de movimento. Ele não recebeu esse nome por acaso. O pai, grande adepto do River Plate, escolheu Enzo em homenagem a Enzo Francescoli, um dos jogadores mais admirados da história do clube. O nome de um antigo craque ficou ligado a um bebé que ainda nem sabia andar. Mais tarde, esse bebé cresceu, entrou nas escolas de futebol do River e começou a mostrar um talento especial para perceber o que estava a acontecer à sua volta. Era capaz de levantar a cabeça, localizar os colegas e encontrar caminhos por onde a bola podia passar. Parecia que tinha um pequeno mapa do relvado guardado dentro dos olhos.
Esse jeito atento de jogar pode servir de inspiração para completar o desenho. Talvez Enzo esteja a preparar um passe longo para um colega que corre perto da linha lateral. Talvez tenha acabado de recuperar a bola e esteja a decidir se avança ou toca para trás. A criança pode desenhar uma bola junto às botas, acrescentar linhas curvas para mostrar a direção do passe ou inventar jogadores pequeninos ao fundo. Um simples espaço em branco pode virar uma bancada cheia, um estádio coberto de bandeiras ou um campo de bairro onde duas mochilas fazem de postes da baliza. Não é preciso saber desenhar com grande precisão. Uns riscos, algumas formas e uma boa ideia já chegam para pôr a partida a mexer.
Antes de ganhar lugar entre os futebolistas mais conhecidos do mundo, Enzo teve de sair do ambiente onde se sentia confortável. O River Plate emprestou o jovem ao Defensa y Justicia, uma equipa com menos fama, mas onde ele poderia jogar com maior frequência. Para um rapaz que sonhava triunfar no clube do coração, aquela mudança talvez tenha parecido estranha. Em vez de ficar desanimado, aproveitou cada treino e cada encontro. Aprendeu a lidar com adversários mais fortes, passou a tomar decisões com maior rapidez e ajudou a equipa a conquistar uma competição sul americana. Quando regressou ao River, já não era o mesmo jogador que tinha saído.
Uma folha para colorir também pode mudar a meio do caminho. O plano inicial era pintar a camisola de azul e branco, mas um lápis verde caiu em cima do desenho e deixou uma marca? Essa marca pode virar um emblema secreto. A caneta passou para fora do contorno? Talvez seja o início de uma bandeira a esvoaçar. Uma zona ficou demasiado escura? Pode tornar se uma sombra provocada pelas luzes do estádio. Os pequenos acidentes não precisam de estragar nada. Muitas vezes, são eles que dão graça ao resultado e fazem com que o trabalho fique diferente de todos os outros.
A carreira de Enzo acelerou de uma maneira quase difícil de acreditar. Num espaço curto de tempo, passou pelo Defensa y Justicia, regressou ao River Plate, mudou se para o Benfica e recebeu a chamada da seleção argentina para o Mundial de 2022. Chegou à competição como um jovem à procura de espaço, sem ter garantido um lugar entre os titulares. A Argentina perdeu o primeiro jogo e ficou obrigada a reagir depressa. No encontro diante do México, Enzo entrou num momento em que os adeptos estavam cheios de nervos e a equipa precisava de uma resposta.
A bola chegou lhe perto da área. Enzo dominou, preparou o corpo e rematou com precisão para um dos cantos da baliza. Foi um daqueles golos que fazem uma sala inteira explodir de alegria. Alguém salta do sofá, outro deixa cair uma almofada, os braços levantam se e ouve se um grito tão alto que até o vizinho percebe que aconteceu qualquer coisa. Para Enzo, aquele remate abriu uma porta enorme. Ganhou a confiança do treinador, passou a ter mais minutos e acabou por ocupar um papel decisivo na caminhada argentina até ao título.
Esse momento pode ser recriado ao pintar o fundo do cromo. Um céu escuro combina com um jogo à noite, cheio de projetores brilhantes. Um fundo azul pode lembrar as bandeiras argentinas espalhadas pelas bancadas. Confetes amarelos e prateados dão um ar de celebração. A criança pode desenhar uma baliza no canto da folha, colocar a bola a voar e encher o espaço com pequenas caras surpreendidas. Quem gostar de inventar relatos pode falar enquanto pinta: Enzo recebe, olha, remata e marca. A história ganha som mesmo sem televisão ligada.
Quando o Mundial de 2022 terminou, Enzo recebeu o prémio destinado ao melhor jogador jovem do torneio. Muitos esperavam que esse reconhecimento fosse entregue a um avançado muito veloz ou a alguém que marcasse vários golos. Enzo conquistou o prémio através da inteligência com que fazia a bola circular, da coragem para pedir o passe e da vontade de ajudar tanto no ataque como na defesa. Conseguia criar uma jogada bonita e, pouco depois, correr para recuperar a posse. Parecia ter dois jogadores escondidos dentro da mesma camisola.
Na atividade, essa mistura pode aparecer nas escolhas da criança. As cores suaves podem mostrar o lado calmo de Enzo quando organiza o jogo. Tons fortes podem representar a energia com que disputa cada bola. Umas linhas direitas no fundo sugerem concentração. Formas tortas, raios e círculos passam a ideia de velocidade. Ninguém precisa de explicar estas decisões antes de começar. Muitas crianças escolhem as cores pelo que sentem naquele momento, e essa liberdade faz com que cada cópia impressa conte uma história diferente.
As três estrelas da camisola argentina merecem uma atenção especial. Elas recordam os títulos mundiais conquistados pela seleção, incluindo a vitória alcançada com Enzo em campo. Os miúdos podem pintá las de dourado, amarelo ou prateado, usando o lápis com mais força para criar um brilho intenso. Também podem colocar pequenos pontos à volta, como se as estrelas estivessem acesas. Quem preferir uma versão fantástica pode acrescentar mais estrelas ao céu, desenhar uma taça perto do escudo ou criar um planeta em forma de bola de futebol. O Mundial 2026 pode acontecer na América do Norte, mas o jogo imaginado no papel pode acontecer em qualquer lugar.
A relação entre Enzo e Messi dá um toque especial a toda esta aventura. Primeiro, Enzo era um jovem adepto que escrevia uma mensagem emocionada. Depois, passou a partilhar o balneário e o relvado com o jogador que admirava. A história mostra aos miúdos que os ídolos também podem começar por ser pessoas vistas de longe, através de um ecrã ou de uma fotografia. Uma criança que hoje desenha o seu futebolista favorito pode, um dia, trabalhar no desporto, criar camisolas, fotografar jogos, treinar uma equipa ou entrar em campo. Não é preciso transformar a atividade numa lição. Basta deixar a conversa aparecer enquanto os lápis andam de um lado para o outro.
Em casa, o Cromo do Enzo Fernández para imprimir pode ocupar uma tarde de chuva, um intervalo antes de um jogo ou aqueles minutos em que apetece fazer algo sossegado. Uma mesa, uma caixa de lápis e a folha impressa já criam um pequeno espaço de brincadeira. Os lápis de cor ajudam a preencher os pormenores com calma. Os lápis de cera deixam marcas largas e cheias de textura. As canetas de feltro dão vida às zonas maiores. Quem quiser pintar com tintas pode usar um pincel fino, pouca água e a companhia de um adulto para manter a mesa protegida.
Também é possível imprimir várias cópias e experimentar ideias completamente diferentes. Na primeira, Enzo pode usar o equipamento tradicional da Argentina. Na segunda, surge com uma camisola criada para o Mundial 2026, cheia de desenhos geométricos e cores inesperadas. Na terceira, o cromo transforma se numa edição especial, com uma moldura dourada, estrelas, números e uma assinatura inventada. Irmãos e amigos podem trabalhar lado a lado e, quando terminarem, trocar os desenhos como se fossem cromos verdadeiros.
Não é preciso escolher qual ficou mais bonito. É muito mais divertido descobrir os detalhes que cada pessoa inventou. Um miúdo pode desenhar uma multidão inteira atrás de Enzo. Outro cria um fundo com relâmpagos. Alguém coloca um gato na baliza e garante que é o melhor guarda redes do mundo. Outra criança pinta as chuteiras com cores diferentes porque cada pé tem um poder especial. Quando a brincadeira não está presa à procura do trabalho perfeito, as ideias aparecem com maior facilidade.
Depois de colorir, o cromo pode ganhar um lugar numa caderneta feita em casa. Basta recortar a imagem com a ajuda de um adulto e colá la numa folha ou num caderno. Ao lado, a criança pode escrever o nome de Enzo Fernández, o país que representa e uma pequena curiosidade. Também pode inventar classificações para passe, remate, criatividade e coragem. Uma pontuação de cem para tudo? Pode ser. Uma habilidade secreta chamada passe invisível? Também pode. Essa coleção não precisa de seguir as regras de nenhuma editora.
Nas escolas e ateliers, este desenho permite juntar futebol, expressão plástica e descoberta de outros países. A turma pode observar a bandeira argentina, localizar o país num mapa e conversar sobre a paixão dos adeptos pelo futebol. Depois, cada aluno recebe uma cópia para pintar à sua maneira. Ao colocar todos os trabalhos numa parede, percebe se logo como a mesma imagem pode originar dezenas de resultados. Uns preferem cores suaves, outros enchem o papel de formas e há sempre alguém que transforma o relvado num cenário espacial.
Numa festa de aniversário com tema de futebol, os cromos impressos podem ficar numa mesa ao lado de lápis e canetas. Entre uma brincadeira e outra, cada convidado cria a sua versão de Enzo e leva o trabalho para casa. As crianças também podem escrever o nome no verso e fazer trocas. Um cromo com fundo de estádio pode ser trocado por outro em que Enzo joga na Lua. Um desenho com as cores argentinas pode encontrar um novo dono em troca de uma edição com camisola cor de laranja.
Para quem acompanha o Mundial 2026, a atividade abre espaço para imaginar novas partidas. Enzo recebe a bola no meio campo e o resultado está empatado. Faltam poucos minutos. Um colega corre em direção à baliza, outro aproxima se para pedir o passe e os adeptos levantam se nas bancadas. A criança decide o que acontece. Pode desenhar a continuação noutra folha, criar uma pequena banda desenhada ou contar a jogada em voz alta. O cromo deixa de ser uma imagem parada e passa a funcionar como o primeiro capítulo de uma aventura.
A palavra “figurinha”, usada no Brasil, dá lugar a “cromo” em Portugal, especialmente quando se fala de cadernetas e coleções de futebol. Neste caso, trata se de um cromo que não vem pronto nem aparece repetido num pacote. Cada impressão ganha novas cores, novos fundos e uma personalidade própria. Pode ser pintado hoje de forma realista e, amanhã, reaparecer com um uniforme inventado, uma bancada cheia de monstros simpáticos ou uma bola coberta de estrelas.
Enzo Fernández começou por ser um rapaz que admirava Messi e sonhava com o futebol. Anos depois, estava a celebrar com ele diante do mundo inteiro. Agora, a história passa para as mãos dos pequenos artistas. Basta imprimir o Cromo do Enzo Fernández para colorir, escolher os materiais e decidir onde vai começar a próxima jogada do Mundial 2026.

Com apenas 5 anos, Gustavo transformou um simples pedido para imprimir desenhos numa ideia que hoje inspira crianças em mais de 150 países.
Foi assim que nasceu o Imprimivel.com, um projeto criado ao lado do pai, Jean Bernardo, para espalhar cor, imaginação e alegria em 10 idiomas diferentes, alcançando um público potencial de mais de 800 milhões de crianças em todo o mundo.
Atualmente, Gustavo é responsável pela curadoria dos conteúdos, escolhendo com entusiasmo os temas e personagens que irão fazer outras crianças sorrir, sempre sob a supervisão editorial do pai, que transforma as ideias do filho em realidade.
