
Há miúdos que escolhem logo os personagens mais barulhentos de Zootrópolis , aqueles que aparecem o tempo todo a correr, a mandar piadas ou a arranjar confusão. Depois há os outros. Os que ficam intrigados com detalhes pequeninos quase escondidos no filme. Gareth costuma entrar precisamente nesse grupo. Basta alguém reparar naquele pequeno carneiro encostado à irmã durante a confusão da Feira dos Dias da Cenoura para começar uma conversa inteira. “Quem é ele?” “Porque é que fugiu?” “Será que ficou amigo da Judy depois daquilo?” E pronto, está criada a curiosidade. É quase engraçado como um personagem com tão pouco tempo de ecrã consegue dar origem a tantas histórias inventadas pelas crianças.
Quando aparece uma folha do Gareth pronta para colorir, raramente fica só nisso. Primeiro vêm os lápis espalhados pela mesa. Depois alguém decide que o boné devia ser vermelho vivo em vez de laranja. Outro começa a desenhar uma mochila às costas dele. Passados poucos minutos já existem árvores, cercas, caminhos secretos e até uma espécie de clube escondido no meio de Bunnyburrow.
Gareth tem aquele ar de miúdo que quer parecer mais corajoso do que realmente é. Isso aproxima logo as crianças dele. Não parece um herói perfeito nem um personagem exagerado. Parece só um pequeno carneiro apanhado no meio de uma situação complicada enquanto tenta perceber o que fazer. E isso, sem ninguém dar conta, torna o desenho muito mais divertido para imaginar.
Há crianças que transformam Gareth num explorador de campos gigantes cheios de passagens escondidas. Outras preferem inventar que ele passa os dias a construir rampas para bicicletas atrás dos celeiros. E depois aparecem sempre aqueles desenhos completamente caóticos onde Gareth conduz um tractor tunado enquanto foge de confusões inventadas na hora.
Os desenhos de carneiro para pintar funcionam tão bem porque deixam espaço para exagerar à vontade. A lã pode ficar azul, verde, amarela ou às riscas. O boné muda de cor três vezes antes de a criança decidir qual gosta mais. Há quem desenhe ténis gigantes, lanternas penduradas no cinto ou bolsos cheios de mapas secretos.
Uma das coisas mais engraçadas é ouvir as histórias que surgem enquanto os miúdos desenham. “Aqui ele encontrou um bilhete escondido.” “Esta árvore abre uma passagem secreta.” “O Gareth conhece atalhos que ninguém em Zootrópolis conhece.” E a brincadeira cresce sozinha sem ninguém precisar de explicar nada.
Muitos desenhos acabam por ficar cheios de pequenas invenções. Túneis subterrâneos, cabanas feitas de madeira, carros improvisados e esconderijos construídos no meio dos campos aparecem por todo o lado. Gareth parece encaixar perfeitamente nesse tipo de aventura mais simples, mais próxima das brincadeiras normais das crianças.
Talvez seja porque ele transmite aquela sensação de amigo tranquilo que anda sempre por perto. Não tenta chamar atenção. Não faz grandes discursos. É exactamente isso que faz com que os miúdos sintam vontade de completar o resto da personalidade dele sozinhos.
Há quem imagine que Gareth adora coleccionar objectos estranhos encontrados no campo. Outros inventam que ele sonha participar numa corrida gigante durante a feira de Bunnyburrow. Algumas crianças desenham a Judy ao lado dele como se os dois tivessem continuado amigos depois daquele dia complicado.
Os desenhos de carneiro para imprimir acabam muitas vezes por durar muito mais tempo do que os pais imaginam. O que começou como “só um desenho rápido” transforma se numa tarde inteira de folhas espalhadas pela sala, histórias inventadas e personagens novos criados ali mesmo.
E é curioso porque Gareth nem sequer é daqueles personagens super conhecidos do filme. Mesmo assim, talvez por parecer mais normal e mais próximo das crianças, acaba por despertar muita imaginação. Dá vontade de criar aventuras pequenas, engraçadas e cheias de detalhes simples.
Enquanto alguns personagens funcionam melhor em cenas enormes cheias de acção, Gareth encaixa perfeitamente em histórias mais descontraídas. Passeios pelo campo, esconderijos improvisados, corridas entre amigos, brincadeiras perto das árvores ou tardes passadas a construir coisas sem jeito nenhum só porque parece divertido.
As crianças também gostam muito de inventar o que aconteceu depois da cena da feira. Há quem diga que Gareth passou semanas a falar da Judy Hopps. Outros desenham encontros secretos entre ele, Sharla e os amigos para criarem planos malucos contra os valentões de Bunnyburrow.
Os desenhos de carneiro para colorir acabam por ganhar um ambiente muito próprio por causa disso. São páginas cheias de relva, caminhos de terra, árvores tortas, placas engraçadas e pequenos detalhes escondidos em cada canto. Quase dá vontade de entrar naquele mundo.
E depois há os miúdos que complicam tudo ainda mais da melhor maneira possível. De repente Gareth já tem uma oficina secreta atrás de casa. Ou um carrinho movido a cenouras. Ou um mapa antigo encontrado no meio do campo que leva a um lugar escondido debaixo de Zootrópolis.
Cada criança pega no personagem e transforma o Gareth em alguém completamente diferente. Uns fazem dele um aventureiro. Outros um inventor. Outros apenas um miúdo divertido que gosta de andar por aí a meter se em pequenas confusões.
Talvez seja exactamente essa liberdade que faz os desenhos dele resultarem tão bem. Gareth não vem com uma personalidade fechada. As crianças conseguem encaixar ali as próprias ideias, os próprios medos e até as próprias brincadeiras.
E quando isso acontece, a folha deixa de ser só uma actividade para pintar. Passa a ser uma pequena história construída ali mesmo, entre lápis espalhados, mãos cheias de tinta e um carneiro curioso perdido algures no meio de Bunnyburrow à procura da próxima aventura.

Com apenas 5 anos, Gustavo transformou um simples pedido para imprimir desenhos numa ideia que hoje inspira crianças em mais de 150 países.
Foi assim que nasceu o Imprimivel.com, um projeto criado ao lado do pai, Jean Bernardo, para espalhar cor, imaginação e alegria em 10 idiomas diferentes, alcançando um público potencial de mais de 800 milhões de crianças em todo o mundo.
Atualmente, Gustavo é responsável pela curadoria dos conteúdos, escolhendo com entusiasmo os temas e personagens que irão fazer outras crianças sorrir, sempre sob a supervisão editorial do pai, que transforma as ideias do filho em realidade.
